Fora Nova Ordem Mundial
quinta-feira, 11 de abril de 2019
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Vaza vídeo íntimo de Frota com Jean Wyllys
Segundo a Globo, vazou nas redes sociais o vídeo íntimo de Alexandre Frota com o Jean Wyllys, o vídeo já teria 500.000 visualizações e 30.000 compartilhamentos.
FONTE: Sátira da Globo
FONTE: Sátira da Globo
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Astana, a Cidade Iluminati
Astana é primeira capital a ser construída no século 21,é a segunda maior cidade do Cazaquistão, a cidade conta com cerca de 802 980 habitantes numa tendência de aumento incessante, Apoiado por bilhões de petrodólares, a cidade foi construída a partir do zero, em uma área remota e deserta das estepes asiáticas, possui edifícios exóticos, irreverentes torres de 97 metros.
Pirâmide Iluminati
A Idéia de criar uma capital nova e moderna foi do Presidente do Cazaquistão , Nursultan Nazarbayev que governa o país desde da independência da União Soviética em 1991. Suas estruturas arquitetônicas chamam bastante atenção, edifícios em formatos de pirâmides, um deles foi concebido como um centro mundial para o entendimento religioso com um objetivo de unir as religiões do mundo, dentro do edifício só se ver um símbolo religioso: O Sol adorado pelo Egipicios, Catolicismo, Iluminatis até os dias atuais, o que não falta na cidade são pirâmides inclusive com o "olho de lúcifer".
Pirâmides
Pirâmide com o Sol
Fonte: Wikipedia Editado por: Fora Nova Ordem Mundial
Pirâmide Iluminati
A Idéia de criar uma capital nova e moderna foi do Presidente do Cazaquistão , Nursultan Nazarbayev que governa o país desde da independência da União Soviética em 1991. Suas estruturas arquitetônicas chamam bastante atenção, edifícios em formatos de pirâmides, um deles foi concebido como um centro mundial para o entendimento religioso com um objetivo de unir as religiões do mundo, dentro do edifício só se ver um símbolo religioso: O Sol adorado pelo Egipicios, Catolicismo, Iluminatis até os dias atuais, o que não falta na cidade são pirâmides inclusive com o "olho de lúcifer".
Pirâmides
Pirâmide com o Sol
Fonte: Wikipedia Editado por: Fora Nova Ordem Mundial
As Pedras da Geórgia
As Pedras guia da Geórgia surgiram derrepente na colina aos arredores de Atlanta em 1980, o homem que mandou ergue-las ainda é desconhecido assim como o real propósito do Monumento, quase nada se sabe sobre essas pedras, são 107 toneladas de Granito Sólido e nele estão gravados dez frases em oito línguas modernas: inglês, espanhol, suaíli, hindi, hebreu, árabe, chinês e russo, e uma pequena mensagem, no topo, escrita em quatro antigas línguas: babilônio, sânscrito, grego e em hieróglifos egípcios.
Qual seria o recado das Pedras da Geórgia ? Seria um Genocídio Mundial ? Porque se encontra numa colina isolada da Geórgia ? São várias perguntas que precisam de respostas, a area onde se localiza as pedras são vigiadas 24 horas por dia, As Pedras tem os seus "Dez Mandamentos" e o primeiro é o que mais chama atenção: Reduzir a População para 500.000.000 de Habitantes, estariam a Pedra Incentivando um Genocídio em Escala Mundial ? Sabemos que para a Nova Ordem Mundial quanto menos pessoas tiver melhor será o Domínio.
Fonte Histórica: History Editado por: Fora Nova Ordem Mundial
Qual seria o recado das Pedras da Geórgia ? Seria um Genocídio Mundial ? Porque se encontra numa colina isolada da Geórgia ? São várias perguntas que precisam de respostas, a area onde se localiza as pedras são vigiadas 24 horas por dia, As Pedras tem os seus "Dez Mandamentos" e o primeiro é o que mais chama atenção: Reduzir a População para 500.000.000 de Habitantes, estariam a Pedra Incentivando um Genocídio em Escala Mundial ? Sabemos que para a Nova Ordem Mundial quanto menos pessoas tiver melhor será o Domínio.
Fonte Histórica: History Editado por: Fora Nova Ordem Mundial
Quem são os Illuminatis
Illuminati é o nome de um grupo secreto que tem como objetivo dominar o mundo através da fundação de uma Nova Ordem Mundial. A palavra Illuminati é um termo do latim que significa "iluminado" e representa uma ordem ou sociedade secreta que tem o Iluminismo como base das suas doutrinas, objetivo dos Illuminati é alcançar o domínio total do mundo, através de influências e pressões políticas, econômicas e sociais.
A Nova Ordem Mundial seria seu principal objetivo com um governo global e com autoridade sobre todo o mundo, segundo relatos os Illuminatis manipulam vários alimentos e a água para causar infertilidade e esterilização, diminuindo a população mundial, isso nos faz lembrar dos "Dez Mandamentos" da Pedra da Geórgia onde o primeiro mandamento seria a Diminuição da População para 500.000.000 Habitantes causando assim um Genocídio, o grupo estariam se reunindo no Clube de Bilderberg.
Os Símbolos mais conhecidos dos Illuminati são o triângulo ou pirâmide, o "olho que tudo vê", a coruja e o obelisco.
Fonte: Significados Editado por: Fora Nova Ordem Mundial
A Nova Ordem Mundial seria seu principal objetivo com um governo global e com autoridade sobre todo o mundo, segundo relatos os Illuminatis manipulam vários alimentos e a água para causar infertilidade e esterilização, diminuindo a população mundial, isso nos faz lembrar dos "Dez Mandamentos" da Pedra da Geórgia onde o primeiro mandamento seria a Diminuição da População para 500.000.000 Habitantes causando assim um Genocídio, o grupo estariam se reunindo no Clube de Bilderberg.
Os Símbolos mais conhecidos dos Illuminati são o triângulo ou pirâmide, o "olho que tudo vê", a coruja e o obelisco.
Fonte: Significados Editado por: Fora Nova Ordem Mundial
Clube de Bilderberg
A conferência de Bilderberg, também chamado grupo ou clube de Bilderberg, é um encontro, geralmente anual, do qual participam, no máximo, 150 convidados, escolhidos entre personalidades influentes no mundo empresarial, acadêmico, midiático ou político.
Os participantes são personalidades líderes políticos, personalidades ligadas à indústria, ao mundo das finanças, à academia ou a grandes grupos de comunicação. Cerca de 70% deles são europeus, e o restante, da América do Norte. Cerca de 30% são políticos ou atuam na área governamental, as discussões envolvem personalidades públicas mas não publicadas.
O grupo se reúne anualmente em diferentes partes do mundo, em um hotel ou resort de luxo, geralmente na Europa, e, uma vez a cada quatro anos, nos Estados Unidos ou no Canadá. Existe um escritório em Leiden, nos Países Baixos, a conferência é fechada ao público e à imprensa, estranho que uma reunião com os principais líderes mundial sejam restritas. Em 2014, a 62ª conferência de Bilderberg foi programada para o período de 29 de maio a 1º de junho, no Hotel Marriott de Kopenhagen, Dinamarca. A primeira conferência foi realizada no Hotel de Bilderberg, perto de Arnhemia, de 29 de maio a 30 de maio de 1954.
Um vídeo mostra parte da cerimônia de iniciação que ocorreu no pátio do túmulo em Bohemian Grove na Califórnia, os participantes ficam vestido de branco e fazem a cerimônia para uma Coruja de 12 metros, mas pra que ? Essa gravação foi a primeira feita nessa cerimônia nunca antes mostrado, um convidado para uma reunião semelhante diz que o objetivo principal é adoração ao lúcifer e aos anjos caídos.
Veja o Vídeo Gravando a Cerimônia em Bohemian Grove:
Fonte Histórica: Wikipedia Editado Por: Fora Nova Ordem Mundial
Os participantes são personalidades líderes políticos, personalidades ligadas à indústria, ao mundo das finanças, à academia ou a grandes grupos de comunicação. Cerca de 70% deles são europeus, e o restante, da América do Norte. Cerca de 30% são políticos ou atuam na área governamental, as discussões envolvem personalidades públicas mas não publicadas.
O grupo se reúne anualmente em diferentes partes do mundo, em um hotel ou resort de luxo, geralmente na Europa, e, uma vez a cada quatro anos, nos Estados Unidos ou no Canadá. Existe um escritório em Leiden, nos Países Baixos, a conferência é fechada ao público e à imprensa, estranho que uma reunião com os principais líderes mundial sejam restritas. Em 2014, a 62ª conferência de Bilderberg foi programada para o período de 29 de maio a 1º de junho, no Hotel Marriott de Kopenhagen, Dinamarca. A primeira conferência foi realizada no Hotel de Bilderberg, perto de Arnhemia, de 29 de maio a 30 de maio de 1954.
Um vídeo mostra parte da cerimônia de iniciação que ocorreu no pátio do túmulo em Bohemian Grove na Califórnia, os participantes ficam vestido de branco e fazem a cerimônia para uma Coruja de 12 metros, mas pra que ? Essa gravação foi a primeira feita nessa cerimônia nunca antes mostrado, um convidado para uma reunião semelhante diz que o objetivo principal é adoração ao lúcifer e aos anjos caídos.
Veja o Vídeo Gravando a Cerimônia em Bohemian Grove:
Fonte Histórica: Wikipedia Editado Por: Fora Nova Ordem Mundial
Aliens são Demônios
Em 1784 cópias de um Documento ao Iluminati, Weishaupt e delagados ao comitê da Revolução Francesa, os Illuminatis seriam os responsáveis pela Revolução Francesa. O Mensageiro dessas cópias foi morto quando passava por Ratisbon, após o assassinato as autoridades locais passaram a investigar essas cópias e chegaram a conclusão de que eram cópias reais de uma Conspiração, a qual a Sinagoga de Satã controlava os Iluminatis no topo, planejavam usar Guerras e Revoluções para trazer um Governo Mundial e usufruir desse poder.
Em 1785 o governo taxou os Iluminati de foras da lei e fechou as lojas do grande Oriente, em 1786 foram publicadas os detalhes da Conspiração, Adam Weishaupt dito acima, seria um Jesuíta que abandonou o Cristianismo e abraçou a ideologia luciferiana enquanto lecionava na Universidade Ingolstadt.
Em 1770, os financiadores de dinheiro que tinham ligação com Rothschild, revisaram e modernizaram os protocolos para dar à sinagoga de Satã o total domínio mundial, daí em diante eles poderiam impor a idelogia luciferiana sobre a raça humana, Weishaupt completou sua tarefa em 1 de maio de 1776, o plano seria a destruição de todos governos e religiões existentes.
Weishaupt revisou planos dos Iluminatis para ajuda-los a alcançar seus propósitos:
1- Usar dinheiro e sexo para obter controle das pessoas que ocupavam cargos de poder no governo e em outros ramos de atividades, essas pessoas seriam enganadas através das tentações do Iluminati, feito isso haveriam chantagens, politico sendo ameaçados finaceiramente, exposição pública, danos públicos e até a morte.
2- Controlar a imprensa, se infiltrarem na maçonaria, expor fraude sistemática.
Os Illuminatis têm feito parte da criação e abastecimento de conflito em todo o mundo por mais de 200 anos. Union Banking Corporation foi financiada pelo governo americano e Prescott Bush recebeu $1.500.000 dólares por suas posses em seus trabalhos nazistas, foi o começo da fortuna da família Bush com seus propósitos e intenções. George Bush teria se inspirado na Skull and Bones, Thule Society, Hitler Engarbles e Bohemian Grove, organizações malignas.
Bush andou pelo país falando da Nova Ordem Mundial. Para eles a guerra é rentável, pois o governo tem que pedir dinheiro emprestado da Reserva Federal. Aleister Crowley usava o símbolo de "um olho " usado na nota de 1 dólar, ele confirma esses documentos em um dos seus livros.
EDITANDO AGUARDEM !!!!
Em 1785 o governo taxou os Iluminati de foras da lei e fechou as lojas do grande Oriente, em 1786 foram publicadas os detalhes da Conspiração, Adam Weishaupt dito acima, seria um Jesuíta que abandonou o Cristianismo e abraçou a ideologia luciferiana enquanto lecionava na Universidade Ingolstadt.
Em 1770, os financiadores de dinheiro que tinham ligação com Rothschild, revisaram e modernizaram os protocolos para dar à sinagoga de Satã o total domínio mundial, daí em diante eles poderiam impor a idelogia luciferiana sobre a raça humana, Weishaupt completou sua tarefa em 1 de maio de 1776, o plano seria a destruição de todos governos e religiões existentes.
Weishaupt revisou planos dos Iluminatis para ajuda-los a alcançar seus propósitos:
1- Usar dinheiro e sexo para obter controle das pessoas que ocupavam cargos de poder no governo e em outros ramos de atividades, essas pessoas seriam enganadas através das tentações do Iluminati, feito isso haveriam chantagens, politico sendo ameaçados finaceiramente, exposição pública, danos públicos e até a morte.
2- Controlar a imprensa, se infiltrarem na maçonaria, expor fraude sistemática.
Os Illuminatis têm feito parte da criação e abastecimento de conflito em todo o mundo por mais de 200 anos. Union Banking Corporation foi financiada pelo governo americano e Prescott Bush recebeu $1.500.000 dólares por suas posses em seus trabalhos nazistas, foi o começo da fortuna da família Bush com seus propósitos e intenções. George Bush teria se inspirado na Skull and Bones, Thule Society, Hitler Engarbles e Bohemian Grove, organizações malignas.
Bush andou pelo país falando da Nova Ordem Mundial. Para eles a guerra é rentável, pois o governo tem que pedir dinheiro emprestado da Reserva Federal. Aleister Crowley usava o símbolo de "um olho " usado na nota de 1 dólar, ele confirma esses documentos em um dos seus livros.
EDITANDO AGUARDEM !!!!
Acidente nuclear de Chernobil
O desastre de Chernobil (em ucraniano: Чорнобильська катастрофа, Chornobylska Katastrofa – Catástrofe de Chernobil; também conhecido como acidente de Chernobil) foi um acidente nuclear catastrófico que ocorreu em 26 de abril de 1986 na central eléctrica da Usina Nuclear de Chernobil (então na República Socialista Soviética Ucraniana), que estava sob a jurisdição direta das autoridades centrais da União Soviética. Uma explosão e um incêndio lançaram grandes quantidades de partículas radioativas na atmosfera, que se espalhou por boa parte da URSS e da Europa ocidental.
O desastre é o pior acidente nuclear da história em termos de custo e de mortes resultantes, além de ser um dos dois únicos classificados como um evento de nível 7 (classificação máxima) na Escala Internacional de Acidentes Nucleares (sendo o outro o Acidente nuclear de Fukushima I, no Japão, em 2011). A batalha para conter a contaminação radioativa e evitar uma catástrofe maior envolveu mais de 500 mil trabalhadores e um custo estimado de 18 bilhões de rublos. Durante o acidente em si, 31 pessoas morreram e longos efeitos a longo prazo, como câncer e deformidades ainda estão sendo contabilizados.
O acidente fez crescer preocupações sobre a segurança da indústria nuclear soviética, diminuindo sua expansão por muitos anos, e forçando o governo soviético a ser menos secreto. Os agora separados países de Rússia, Ucrânia e Bielorrússia têm suportado um contínuo e substancial custo de descontaminação e cuidados de saúde devidos ao acidente de Chernobil. É difícil dizer com precisão o número de mortes causadas pelos eventos de Chernobil, devido às mortes esperadas por câncer, que ainda não ocorreram e são difíceis de atribuir especificamente ao acidente. Um relatório das Organização das Nações Unidas de 2005 atribuiu 56 mortes até aquela data – 47 trabalhadores acidentados e nove crianças com câncer de tireoide – e estimou que cerca de 4000 pessoas morrerão de doenças relacionadas com o acidente. O Greenpeace, entre outros, contesta as conclusões do estudo.
O governo soviético procurou esconder o ocorrido da comunidade mundial, até que a radiação em altos níveis foi detectada em outros países. Segue um trecho do pronunciamento do líder da União Soviética, na época do acidente, Mikhail Gorbachev, quando o governo admitiu a ocorrência:
"Boa tarde, meus camaradas. Todos vocês sabem que houve um inacreditável erro – o acidente na usina nuclear de Chernobil. Ele afetou duramente o povo soviético, e chocou a comunidade internacional. Pela primeira vez, nós confrontamos a força real da energia nuclear, fora de controle."
A instalação
A Usina nuclear de Chernobil está situada no assentamento de Pripyat, Ucrânia, 18 km a noroeste da cidade de Chernobil, 16 quilômetros da fronteira com a Bielorrússia, e cerca de 110 km a norte de Kiev.
A usina era composta por quatro reatores, cada um capaz de produzir um gigawatt de energia elétrica (3,2 gigawatts de energia térmica). Em conjunto, os quatro reatores produziam cerca de 10% da energia elétrica utilizada pela Ucrânia na época do acidente.
A construção da instalação começou na década de 1970, com o reator nº 1 comissionado em 1977, seguido pelo nº 2 (1978), nº 3 (1981), e nº 4 (1983). Dois reatores adicionais (nº 5 e nº 6, também capazes de produzir um gigawatt cada) estavam em construção na época do acidente. As quatro unidades geradoras usavam um tipo de reator chamado RBMK-1000.
O Acidente
Sábado, 26 de abril de 1986, à 1:23:58 a.m. hora local, o quarto reator da usina de Chernobil - conhecido como Chernobil-4 - sofreu uma catastrófica explosão de vapor que resultou em incêndio, uma série de explosões adicionais, e um derretimento nuclear.
Causas
Há duas teorias oficiais, mas contraditórias, sobre a causa do acidente. A primeira foi publicada em agosto de 1986, e atribuiu a culpa, exclusivamente, aos operadores da usina. A segunda teoria foi publicada em 1991 e atribuiu o acidente a defeitos no projeto do reator RBMK, especificamente nas hastes de controle. Ambas teorias foram fortemente apoiadas por diferentes grupos, inclusive os projetistas dos reatores, pessoal da usina de Chernobil, e o governo. Alguns especialistas independentes agora acreditam que nenhuma teoria estava completamente certa. Na realidade o que aconteceu foi uma conjunção das duas, sendo que a possibilidade de defeito no reator foi exponencialmente agravado pelo erro humano.
Porém o fator mais importante foi que Anatoly Dyatlov, engenheiro chefe responsável pela realização de testes nos reatores, mesmo sabendo que o reator era perigoso em algumas condições e contra os parâmetros de segurança dispostos no manual de operação, levou a efeito intencionalmente a realização de um teste de redução de potência que resultou no desastre. A gerência da instalação era composta em grande parte de pessoal não qualificado em RBMK: o diretor, V.P. Bryukhanov, tinha experiência e treinamento em usina termoelétrica a carvão. Seu engenheiro chefe, Nikolai Fomin, também veio de uma usina convencional. O próprio Anatoli Dyatlov, ex-engenheiro chefe dos Reatores 3 e 4, somente tinha "alguma experiência com pequenos reatores nucleares"
Em particular:
O reator tinha um fração de vazio positivo perigosamente alto. Dito de forma simples, isto significa que se bolhas de vapor se formam na água de resfriamento, a reação nuclear se acelera, levando à sobrevelocidade se não houver intervenção. Pior, com carga baixa, este coeficiente a vazio não era compensado por outros fatores, os quais tornavam o reator instável e perigoso. Os operadores não tinham conhecimento deste perigo e isto não era intuitivo para um operador não treinado.
Um defeito mais significativo do reator era o projeto das hastes de controle. Num reator nuclear, hastes de controle são inseridas no reator para diminuir a reação. Entretanto, no projeto do reator RBMK, as pontas das hastes de controle eram feitas de grafite e os extensores (as áreas finais das hastes de controle acima das pontas, medindo um metro de comprimento) eram ocas e cheias de água, enquanto o resto da haste - a parte realmente funcional que absorve os nêutrons e portanto pára a reação - era feita de carbono-boro. Com este projeto, quando as hastes eram inseridas no reator, as pontas de grafite deslocavam uma quantidade do resfriador (água). Isto aumenta a taxa de fissão nuclear, uma vez que o grafite é um moderador de nêutrons mais potente. Então nos primeiros segundos após a ativação das hastes de controle, a potência do reator aumenta, em vez de diminuir, como desejado. Este comportamento do equipamento não é intuitivo (ao contrário, o esperado seria que a potência começasse a baixar imediatamente), e, principalmente, não era de conhecimento dos operadores.
Os operadores violaram procedimentos, possivelmente porque eles ignoravam os defeitos de projeto do reator. Também muitos procedimentos irregulares contribuíram para causar o acidente. Um deles foi a comunicação ineficiente entre os escritórios de segurança (na capital, Kiev) e os operadores encarregados do experimento conduzido naquela noite.
É importante notar que os operadores desligaram muitos dos sistemas de proteção do reator, o que era proibido pelos guias técnicos publicados, a menos que houvesse mau funcionamento.
De acordo com o relatório da Comissão do Governo, publicado em agosto de 1986, os operadores removeram pelo menos 204 hastes de controle do núcleo do reator (de um total de 211 deste modelo de reator). O mesmo guia (citado acima) proibia a operação do RBMK-1000 com menos de 15 hastes dentro da zona do núcleo.
Cronologia
Dia 25 de abril de 1986, o reator da Unidade 4 estava programado para ser desligado para manutenção de rotina. Foi decidido usar esta oportunidade para testar a capacidade do gerador do reator para gerar energia suficiente para manter seus sistemas de segurança (em particular, as bombas de água) no caso de perda do suprimento externo de energia. Reatores como o de Chernobil têm um par de geradores diesel disponível como reserva, mas eles não são ativados instantaneamente – o reator é portanto usado para partir a turbina, a um certo ponto a turbina seria desconectada do reator e deixada a rodar sob a força de sua inércia rotacional, e o objetivo do teste era determinar se as turbinas, na sua fase de queda de rotação, poderiam alimentar as bombas enquanto o gerador estivesse partindo. O teste foi realizado com sucesso previamente em outra unidade (com as medidas de proteção ativas) e o resultado foi negativo (isto é, as turbinas não geravam suficiente energia, na fase de queda de rotação, para alimentar as bombas), mas melhorias adicionais foram feitas nas turbinas, o que levou à necessidade de repetir os testes.
A potência de saída do reator 4 devia ser reduzida de sua capacidade nominal de 3,2 GW para 700 MW a fim de realizar o teste com baixa potência, mais segura. Porém, devido à demora em começar a experiência, os operadores do reator reduziram a geração muito rapidamente, e a saída real foi de somente 30 MW. Como resultado, a concentração de nêutrons absorvendo o produto da fissão, xenon-135, aumentou (este produto é tipicamente consumido num reator em baixa carga). Embora a escala de queda de potência estivesse próxima ao máximo permitido pelos regulamentos de segurança, a gerência dos operadores decidiu não desligar o reator e continuar o teste. Ademais, foi decidido abreviar o experimento e aumentar a potência para apenas 200 MW. A fim de superar a absorção de neutrons do excesso de xenon-135, as hastes de controle foram puxadas para fora do reator mais rapidamente que o permitido pelos regulamentos de segurança. Como parte do experimento, à 1:05 de 26 de abril, as bombas que foram alimentadas pelo gerador da turbina foram ligadas; o fluxo de água gerado por essa ação excedeu o especificado pelos regulamentos de segurança. O fluxo de água aumentou a 1:19 – uma vez que a água também absorve nêutrons. Este adicional incremento no fluxo de água requeria a remoção manual das hastes de controle, produzindo uma condição de operação altamente instável e perigosa.
À 1:23, o teste começou. A situação instável do reator não se refletia, de nenhuma maneira, no painel de controle, e não parece que algum dos operadores estivesse totalmente consciente do perigo. A energia para as bombas de água foi cortada, e como elas foram conduzidas pela inércia do gerador da turbina, o fluxo de água decresceu. A turbina foi desconectada do reator, aumentando o nível de vapor no núcleo do reator. À medida que o líquido resfriador aquecia, bolsas de vapor se formavam nas linhas de resfriamento. O projeto peculiar do reator moderado a grafite RBMK em Chernobil tem um grande coeficiente de vazio positivo, o que significa que a potência do reator aumenta rapidamente na ausência da absorção de nêutrons da água, e nesse caso a operação do reator torna-se progressivamente menos estável e mais perigosa.
À 1:23 os operadores pressionaram o botão AZ-5 (Defesa Rápida de Emergência 5) que ordenou uma inserção total de todas as hastes de controle, incluindo as hastes de controle manual que previamente haviam sido retiradas sem cautela. Não está claro se isso foi feito como medida de emergência, ou como uma simples método de rotina para desligar totalmente o reator após a conclusão do experimento (o reator estava programado para ser desligado para manutenção de rotina). É usualmente sugerido que a parada total foi ordenada como resposta à inesperada subida rápida de potência. Por outro lado Anatoly Dyatlov, engenheiro chefe da usina Nuclear de Chernobil na época do acidente, escreveu em seu livro:
"Antes de 01:23, os sistemas do controle central... não registravam nenhuma mudança de parâmetros que pudessem justificar a parada total. A Comissão...juntou e analisou grande quantidade de material, e declarou em seu relatório que falhou em determinar a razão pela qual a parada total foi ordenada. Não havia necessidade de procurar pela razão. O reator simplesmente foi desligado após a conclusão do experimento."
Devido à baixa velocidade do mecanismo de inserção das hastes de controle (20 segundos para completar), as partes ocas das hastes e o deslocamento temporário do resfriador, a parada total provocou o aumento da velocidade da reação. O aumento da energia de saída causou a deformação dos canais das hastes de controle. As hastes travaram após serem inseridas somente um terço do caminho, e foram portanto incapazes de conter a reação. Por volta de 1:23:47, o a potência do reator aumentou para cerca de 30GW, dez vezes a potência normal de saída. As hastes de combustível começaram a derreter e a pressão de vapor rapidamente aumentou causando uma grande explosão de vapor, deslocando e destruindo a cobertura do reator, rompendo os tubos de resfriamento e então abrindo um buraco no teto.
Para reduzir custos, e devido a seu grande tamanho, o reator foi construído com somente contenção parcial. Isto permitiu que os contaminantes radioativos escapassem para a atmosfera depois que a explosão de vapor queimou os vasos de pressão primários. Depois que parte do teto explodiu, a entrada de oxigênio – combinada com a temperatura extremamente alta do combustível do reator e do grafite moderador – produziu um incêndio da grafite. Este incêndio contribuiu para espalhar o material radioativo e contaminar as áreas vizinhas.
Há alguma controvérsia sobre a exata sequência de eventos após 1:22:30 (hora local) devido a inconsistências entre declaração das testemunhas e os registros da central. A versão mais comumente aceita é descrita a seguir. De acordo a esta teoria, a primeira explosão aconteceu aproximadamente à 1:23:47, sete segundos após o operador ordenar a parada total. É algumas vezes afirmado que a explosão aconteceu antes ou imediatamente em seguida à parada total (esta é a versão do Comitê Soviético que estudou o acidente). Esta distinção é importante porque, se o reator tornou-se crítico vários segundos após a ordem de parada total, esta falha seria atribuída ao projeto das hastes de controle, enquanto a explosão simultânea à ordem de parada total seria atribuída à ação dos operadores. De fato, um fraco evento sísmico foi registrado na área de Chernobil à 1:23:39. Este evento poderia ter sido causado pela explosão ou poderia ser coincidente. A situação é complicada pelo fato de que o botão de parada total foi pressionado mais de uma vez, e a pessoa que o pressionou morreu duas semanas após o acidente, envenenada pela radiação.
Sequência de eventos
26 de abril de 1986 - O acidente no reator 4 da Central Elétrica Nuclear de Chernobil aconteceu à noite, entre 25 e 26 de abril de 1986, durante um teste. A equipe operacional planejou testar se as turbinas poderiam produzir energia suficiente para manter as bombas do líquido de refrigeração funcionando no caso de uma perda de potência até que o gerador de emergência fosse ativado. Para prevenir o bom andamento do teste, foram desligados os sistemas de segurança e o reator teve que ter sua capacidade operacional reduzida para 25%, mas o procedimento não saiu de acordo com o planejado. Por razões desconhecidas, o nível de potência do reator caiu para menos de 1% e por isso a potência teve que ser aumentada, mas, 30 segundos depois do começo do teste, houve um aumento de potência repentina e inesperada e o sistema de segurança do reator, que deveria ter parado a reação em cadeia, falhou. Em segundos, o nível de potência e temperatura subiram demasiadamente. O reator ficou descontrolado e houve uma explosão violenta, a cobertura de proteção de 1000 toneladas não resistiu. A temperatura de mais de 2000°C derreteu as hastes de controle. O grafite que cobria o reator incendiou-se e material radiativo começou a ser lançado na atmosfera.
de 26 de abril até 4 de maio de 1986 - a maior parte da radiação foi emitida nos primeiros dez dias. Inicialmente houve predominância de ventos norte e noroeste. No final de abril o vento mudou para sul e sudeste. As chuvas locais frequentes fizeram com que a radiação fosse distribuída local e regionalmente.
de 27 de abril a 5 de maio de 1986 - aproximadamente 1800 helicópteros jogaram cerca de 5000 toneladas de material extintor, como areia e chumbo, sobre o reator que ainda queimava.
27 de abril de 1986 - os habitantes da cidade de Pripyat foram evacuados.
28 de abril de 1986, 23 horas - um laboratório de pesquisas nucleares da Dinamarca anunciou a ocorrência do acidente nuclear em Chernobil.
29 de abril de 1986 - o acidente nuclear de Chernobil foi divulgado como notícia pela primeira vez, na Alemanha.
até 5 de maio 1986 - durante os 10 dias após o acidente, 130 mil pessoas foram evacuadas.
6 de maio de 1986 - cessou a emissão radioativa.
de 15 de maio a 16 de maio de 1986 - novos focos de incêndio e emissão radioativa.
23 de maio de 1986 - o governo soviético ordenou a distribuição de solução de iodo à população.
Novembro de 1986 - o "sarcófago" que abriga o reator foi concluído. Ele destina-se a absorver a radiação e conter o combustível remanescente. Considerado uma medida provisória e construído para durar de 20 a 30 anos, seu maior problema é a falta de estabilidade, pois, como foi construído às pressas, há risco de ferrugem nas vigas.
1989 - o governo russo embargou a construção dos reatores 5 e 6 da usina.
12 de dezembro de 2000 - depois de várias negociações internacionais, a usina de Chernobil foi desativada.
FONTE: WIKIPEDIA
O desastre é o pior acidente nuclear da história em termos de custo e de mortes resultantes, além de ser um dos dois únicos classificados como um evento de nível 7 (classificação máxima) na Escala Internacional de Acidentes Nucleares (sendo o outro o Acidente nuclear de Fukushima I, no Japão, em 2011). A batalha para conter a contaminação radioativa e evitar uma catástrofe maior envolveu mais de 500 mil trabalhadores e um custo estimado de 18 bilhões de rublos. Durante o acidente em si, 31 pessoas morreram e longos efeitos a longo prazo, como câncer e deformidades ainda estão sendo contabilizados.
O acidente fez crescer preocupações sobre a segurança da indústria nuclear soviética, diminuindo sua expansão por muitos anos, e forçando o governo soviético a ser menos secreto. Os agora separados países de Rússia, Ucrânia e Bielorrússia têm suportado um contínuo e substancial custo de descontaminação e cuidados de saúde devidos ao acidente de Chernobil. É difícil dizer com precisão o número de mortes causadas pelos eventos de Chernobil, devido às mortes esperadas por câncer, que ainda não ocorreram e são difíceis de atribuir especificamente ao acidente. Um relatório das Organização das Nações Unidas de 2005 atribuiu 56 mortes até aquela data – 47 trabalhadores acidentados e nove crianças com câncer de tireoide – e estimou que cerca de 4000 pessoas morrerão de doenças relacionadas com o acidente. O Greenpeace, entre outros, contesta as conclusões do estudo.
O governo soviético procurou esconder o ocorrido da comunidade mundial, até que a radiação em altos níveis foi detectada em outros países. Segue um trecho do pronunciamento do líder da União Soviética, na época do acidente, Mikhail Gorbachev, quando o governo admitiu a ocorrência:
"Boa tarde, meus camaradas. Todos vocês sabem que houve um inacreditável erro – o acidente na usina nuclear de Chernobil. Ele afetou duramente o povo soviético, e chocou a comunidade internacional. Pela primeira vez, nós confrontamos a força real da energia nuclear, fora de controle."
A instalação
A Usina nuclear de Chernobil está situada no assentamento de Pripyat, Ucrânia, 18 km a noroeste da cidade de Chernobil, 16 quilômetros da fronteira com a Bielorrússia, e cerca de 110 km a norte de Kiev.
A usina era composta por quatro reatores, cada um capaz de produzir um gigawatt de energia elétrica (3,2 gigawatts de energia térmica). Em conjunto, os quatro reatores produziam cerca de 10% da energia elétrica utilizada pela Ucrânia na época do acidente.
A construção da instalação começou na década de 1970, com o reator nº 1 comissionado em 1977, seguido pelo nº 2 (1978), nº 3 (1981), e nº 4 (1983). Dois reatores adicionais (nº 5 e nº 6, também capazes de produzir um gigawatt cada) estavam em construção na época do acidente. As quatro unidades geradoras usavam um tipo de reator chamado RBMK-1000.
O Acidente
Sábado, 26 de abril de 1986, à 1:23:58 a.m. hora local, o quarto reator da usina de Chernobil - conhecido como Chernobil-4 - sofreu uma catastrófica explosão de vapor que resultou em incêndio, uma série de explosões adicionais, e um derretimento nuclear.
Causas
Há duas teorias oficiais, mas contraditórias, sobre a causa do acidente. A primeira foi publicada em agosto de 1986, e atribuiu a culpa, exclusivamente, aos operadores da usina. A segunda teoria foi publicada em 1991 e atribuiu o acidente a defeitos no projeto do reator RBMK, especificamente nas hastes de controle. Ambas teorias foram fortemente apoiadas por diferentes grupos, inclusive os projetistas dos reatores, pessoal da usina de Chernobil, e o governo. Alguns especialistas independentes agora acreditam que nenhuma teoria estava completamente certa. Na realidade o que aconteceu foi uma conjunção das duas, sendo que a possibilidade de defeito no reator foi exponencialmente agravado pelo erro humano.
Porém o fator mais importante foi que Anatoly Dyatlov, engenheiro chefe responsável pela realização de testes nos reatores, mesmo sabendo que o reator era perigoso em algumas condições e contra os parâmetros de segurança dispostos no manual de operação, levou a efeito intencionalmente a realização de um teste de redução de potência que resultou no desastre. A gerência da instalação era composta em grande parte de pessoal não qualificado em RBMK: o diretor, V.P. Bryukhanov, tinha experiência e treinamento em usina termoelétrica a carvão. Seu engenheiro chefe, Nikolai Fomin, também veio de uma usina convencional. O próprio Anatoli Dyatlov, ex-engenheiro chefe dos Reatores 3 e 4, somente tinha "alguma experiência com pequenos reatores nucleares"
Em particular:
O reator tinha um fração de vazio positivo perigosamente alto. Dito de forma simples, isto significa que se bolhas de vapor se formam na água de resfriamento, a reação nuclear se acelera, levando à sobrevelocidade se não houver intervenção. Pior, com carga baixa, este coeficiente a vazio não era compensado por outros fatores, os quais tornavam o reator instável e perigoso. Os operadores não tinham conhecimento deste perigo e isto não era intuitivo para um operador não treinado.
Um defeito mais significativo do reator era o projeto das hastes de controle. Num reator nuclear, hastes de controle são inseridas no reator para diminuir a reação. Entretanto, no projeto do reator RBMK, as pontas das hastes de controle eram feitas de grafite e os extensores (as áreas finais das hastes de controle acima das pontas, medindo um metro de comprimento) eram ocas e cheias de água, enquanto o resto da haste - a parte realmente funcional que absorve os nêutrons e portanto pára a reação - era feita de carbono-boro. Com este projeto, quando as hastes eram inseridas no reator, as pontas de grafite deslocavam uma quantidade do resfriador (água). Isto aumenta a taxa de fissão nuclear, uma vez que o grafite é um moderador de nêutrons mais potente. Então nos primeiros segundos após a ativação das hastes de controle, a potência do reator aumenta, em vez de diminuir, como desejado. Este comportamento do equipamento não é intuitivo (ao contrário, o esperado seria que a potência começasse a baixar imediatamente), e, principalmente, não era de conhecimento dos operadores.
Os operadores violaram procedimentos, possivelmente porque eles ignoravam os defeitos de projeto do reator. Também muitos procedimentos irregulares contribuíram para causar o acidente. Um deles foi a comunicação ineficiente entre os escritórios de segurança (na capital, Kiev) e os operadores encarregados do experimento conduzido naquela noite.
É importante notar que os operadores desligaram muitos dos sistemas de proteção do reator, o que era proibido pelos guias técnicos publicados, a menos que houvesse mau funcionamento.
De acordo com o relatório da Comissão do Governo, publicado em agosto de 1986, os operadores removeram pelo menos 204 hastes de controle do núcleo do reator (de um total de 211 deste modelo de reator). O mesmo guia (citado acima) proibia a operação do RBMK-1000 com menos de 15 hastes dentro da zona do núcleo.
Cronologia
Dia 25 de abril de 1986, o reator da Unidade 4 estava programado para ser desligado para manutenção de rotina. Foi decidido usar esta oportunidade para testar a capacidade do gerador do reator para gerar energia suficiente para manter seus sistemas de segurança (em particular, as bombas de água) no caso de perda do suprimento externo de energia. Reatores como o de Chernobil têm um par de geradores diesel disponível como reserva, mas eles não são ativados instantaneamente – o reator é portanto usado para partir a turbina, a um certo ponto a turbina seria desconectada do reator e deixada a rodar sob a força de sua inércia rotacional, e o objetivo do teste era determinar se as turbinas, na sua fase de queda de rotação, poderiam alimentar as bombas enquanto o gerador estivesse partindo. O teste foi realizado com sucesso previamente em outra unidade (com as medidas de proteção ativas) e o resultado foi negativo (isto é, as turbinas não geravam suficiente energia, na fase de queda de rotação, para alimentar as bombas), mas melhorias adicionais foram feitas nas turbinas, o que levou à necessidade de repetir os testes.
A potência de saída do reator 4 devia ser reduzida de sua capacidade nominal de 3,2 GW para 700 MW a fim de realizar o teste com baixa potência, mais segura. Porém, devido à demora em começar a experiência, os operadores do reator reduziram a geração muito rapidamente, e a saída real foi de somente 30 MW. Como resultado, a concentração de nêutrons absorvendo o produto da fissão, xenon-135, aumentou (este produto é tipicamente consumido num reator em baixa carga). Embora a escala de queda de potência estivesse próxima ao máximo permitido pelos regulamentos de segurança, a gerência dos operadores decidiu não desligar o reator e continuar o teste. Ademais, foi decidido abreviar o experimento e aumentar a potência para apenas 200 MW. A fim de superar a absorção de neutrons do excesso de xenon-135, as hastes de controle foram puxadas para fora do reator mais rapidamente que o permitido pelos regulamentos de segurança. Como parte do experimento, à 1:05 de 26 de abril, as bombas que foram alimentadas pelo gerador da turbina foram ligadas; o fluxo de água gerado por essa ação excedeu o especificado pelos regulamentos de segurança. O fluxo de água aumentou a 1:19 – uma vez que a água também absorve nêutrons. Este adicional incremento no fluxo de água requeria a remoção manual das hastes de controle, produzindo uma condição de operação altamente instável e perigosa.
À 1:23, o teste começou. A situação instável do reator não se refletia, de nenhuma maneira, no painel de controle, e não parece que algum dos operadores estivesse totalmente consciente do perigo. A energia para as bombas de água foi cortada, e como elas foram conduzidas pela inércia do gerador da turbina, o fluxo de água decresceu. A turbina foi desconectada do reator, aumentando o nível de vapor no núcleo do reator. À medida que o líquido resfriador aquecia, bolsas de vapor se formavam nas linhas de resfriamento. O projeto peculiar do reator moderado a grafite RBMK em Chernobil tem um grande coeficiente de vazio positivo, o que significa que a potência do reator aumenta rapidamente na ausência da absorção de nêutrons da água, e nesse caso a operação do reator torna-se progressivamente menos estável e mais perigosa.
À 1:23 os operadores pressionaram o botão AZ-5 (Defesa Rápida de Emergência 5) que ordenou uma inserção total de todas as hastes de controle, incluindo as hastes de controle manual que previamente haviam sido retiradas sem cautela. Não está claro se isso foi feito como medida de emergência, ou como uma simples método de rotina para desligar totalmente o reator após a conclusão do experimento (o reator estava programado para ser desligado para manutenção de rotina). É usualmente sugerido que a parada total foi ordenada como resposta à inesperada subida rápida de potência. Por outro lado Anatoly Dyatlov, engenheiro chefe da usina Nuclear de Chernobil na época do acidente, escreveu em seu livro:
"Antes de 01:23, os sistemas do controle central... não registravam nenhuma mudança de parâmetros que pudessem justificar a parada total. A Comissão...juntou e analisou grande quantidade de material, e declarou em seu relatório que falhou em determinar a razão pela qual a parada total foi ordenada. Não havia necessidade de procurar pela razão. O reator simplesmente foi desligado após a conclusão do experimento."
Devido à baixa velocidade do mecanismo de inserção das hastes de controle (20 segundos para completar), as partes ocas das hastes e o deslocamento temporário do resfriador, a parada total provocou o aumento da velocidade da reação. O aumento da energia de saída causou a deformação dos canais das hastes de controle. As hastes travaram após serem inseridas somente um terço do caminho, e foram portanto incapazes de conter a reação. Por volta de 1:23:47, o a potência do reator aumentou para cerca de 30GW, dez vezes a potência normal de saída. As hastes de combustível começaram a derreter e a pressão de vapor rapidamente aumentou causando uma grande explosão de vapor, deslocando e destruindo a cobertura do reator, rompendo os tubos de resfriamento e então abrindo um buraco no teto.
Para reduzir custos, e devido a seu grande tamanho, o reator foi construído com somente contenção parcial. Isto permitiu que os contaminantes radioativos escapassem para a atmosfera depois que a explosão de vapor queimou os vasos de pressão primários. Depois que parte do teto explodiu, a entrada de oxigênio – combinada com a temperatura extremamente alta do combustível do reator e do grafite moderador – produziu um incêndio da grafite. Este incêndio contribuiu para espalhar o material radioativo e contaminar as áreas vizinhas.
Há alguma controvérsia sobre a exata sequência de eventos após 1:22:30 (hora local) devido a inconsistências entre declaração das testemunhas e os registros da central. A versão mais comumente aceita é descrita a seguir. De acordo a esta teoria, a primeira explosão aconteceu aproximadamente à 1:23:47, sete segundos após o operador ordenar a parada total. É algumas vezes afirmado que a explosão aconteceu antes ou imediatamente em seguida à parada total (esta é a versão do Comitê Soviético que estudou o acidente). Esta distinção é importante porque, se o reator tornou-se crítico vários segundos após a ordem de parada total, esta falha seria atribuída ao projeto das hastes de controle, enquanto a explosão simultânea à ordem de parada total seria atribuída à ação dos operadores. De fato, um fraco evento sísmico foi registrado na área de Chernobil à 1:23:39. Este evento poderia ter sido causado pela explosão ou poderia ser coincidente. A situação é complicada pelo fato de que o botão de parada total foi pressionado mais de uma vez, e a pessoa que o pressionou morreu duas semanas após o acidente, envenenada pela radiação.
Sequência de eventos
26 de abril de 1986 - O acidente no reator 4 da Central Elétrica Nuclear de Chernobil aconteceu à noite, entre 25 e 26 de abril de 1986, durante um teste. A equipe operacional planejou testar se as turbinas poderiam produzir energia suficiente para manter as bombas do líquido de refrigeração funcionando no caso de uma perda de potência até que o gerador de emergência fosse ativado. Para prevenir o bom andamento do teste, foram desligados os sistemas de segurança e o reator teve que ter sua capacidade operacional reduzida para 25%, mas o procedimento não saiu de acordo com o planejado. Por razões desconhecidas, o nível de potência do reator caiu para menos de 1% e por isso a potência teve que ser aumentada, mas, 30 segundos depois do começo do teste, houve um aumento de potência repentina e inesperada e o sistema de segurança do reator, que deveria ter parado a reação em cadeia, falhou. Em segundos, o nível de potência e temperatura subiram demasiadamente. O reator ficou descontrolado e houve uma explosão violenta, a cobertura de proteção de 1000 toneladas não resistiu. A temperatura de mais de 2000°C derreteu as hastes de controle. O grafite que cobria o reator incendiou-se e material radiativo começou a ser lançado na atmosfera.
de 26 de abril até 4 de maio de 1986 - a maior parte da radiação foi emitida nos primeiros dez dias. Inicialmente houve predominância de ventos norte e noroeste. No final de abril o vento mudou para sul e sudeste. As chuvas locais frequentes fizeram com que a radiação fosse distribuída local e regionalmente.
de 27 de abril a 5 de maio de 1986 - aproximadamente 1800 helicópteros jogaram cerca de 5000 toneladas de material extintor, como areia e chumbo, sobre o reator que ainda queimava.
27 de abril de 1986 - os habitantes da cidade de Pripyat foram evacuados.
28 de abril de 1986, 23 horas - um laboratório de pesquisas nucleares da Dinamarca anunciou a ocorrência do acidente nuclear em Chernobil.
29 de abril de 1986 - o acidente nuclear de Chernobil foi divulgado como notícia pela primeira vez, na Alemanha.
até 5 de maio 1986 - durante os 10 dias após o acidente, 130 mil pessoas foram evacuadas.
6 de maio de 1986 - cessou a emissão radioativa.
de 15 de maio a 16 de maio de 1986 - novos focos de incêndio e emissão radioativa.
23 de maio de 1986 - o governo soviético ordenou a distribuição de solução de iodo à população.
Novembro de 1986 - o "sarcófago" que abriga o reator foi concluído. Ele destina-se a absorver a radiação e conter o combustível remanescente. Considerado uma medida provisória e construído para durar de 20 a 30 anos, seu maior problema é a falta de estabilidade, pois, como foi construído às pressas, há risco de ferrugem nas vigas.
1989 - o governo russo embargou a construção dos reatores 5 e 6 da usina.
12 de dezembro de 2000 - depois de várias negociações internacionais, a usina de Chernobil foi desativada.
FONTE: WIKIPEDIA
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